O Despir de um grito Comentando a obra “Eu, nu. Jovens canções de amor e liberdade”, de Jorge Carrano.

O Despir de um grito

Comentando a obra “Eu, nu. Jovens canções de amor e liberdade”, de Jorge Carrano.

O lirismo de um poeta que usou os anos de chumbo, como cenário para a sua obra. Assim o jovem Carrano, fez da pena, a sua maior e fiel arma, como ele mesmo disse, fez dela um fuzil e baioneta.

Seus textos me fazem recordar Pignatari e seu concretismo, mas também nos revela a singularidade de fazer dos títulos, companhias dos versos que pelas folhas são encadeados. Sua poesia segue... O ritmo é apenas um espelho do seu coração, que solicita fervoroso o progresso daquela nação, que o fez sofrer à espera de paz. Esta obra é um depoimento distribuído em 60 páginas, mais que isto, ela é um discurso inflamado contra os molestadores do Brasil do fim da década de sessenta até toda a década de setenta,apesar de ter sido composta em sua juventude, Jorge já possuía a maturidade para questionar o sistema, e também fazer a sua parte, na tentativa de uma mudança mesmo que tardia. Em sua linguagem, esses manuscritos, ostentam e veneram o totem da Liberdade. Assim como outros jovens, ele gritava no silêncio, pois a censura era demasiada atenta a qualquer tipo de manifestação de pensamento.

Musas que humanizam ainda mais os homens passeiam em seus versos. Ele ama, entrega-se a elas, assim como também aos irmãos que encontrou pelo caminho.

Para Frei Betto, a nudez é “destampar todos os recônditos da alma, os mais obscuros e ínfimos”.

“Eu, nu. Jovens canções de amor e liberdade.” É a representação desta nudez, é o despir da alma de Jorge Carrano.

Carlos Conrado

Breve Panorama das Tragédias na Literatura - Os românticos e os simbolistas –

Breve Panorama das Tragédias na Literatura

- Os românticos e os simbolistas –

“Já da morte o pavor me cobre o rosto,

Nos lábios meus o alento desfalece,

Surda agonia o coração fenece

E devora meu ser mortal desgosto”!

- Álvares de Azevedo –

A morte, a dor e o sofrimento, tiveram presença marcante na existência, ou melhor, na vida, de muitos escritores. Grande parte deles só conseguiu obter dignos reconhecimentos postumamente. Tanto no Romantismo como no Simbolismo, às suas tragédias pessoais foram às musas inspiradoras de suas obras.

Fagundes Varela escreveu “Cântico do Calvário”, uma homenagem ao seu filho morto aos três meses de idade. Prosseguindo com as perdas, despediu-se também de outro filho, fruto do seu segundo matrimônio. Varela faleceu aos 34 anos em absoluto desequilíbrio mental.

A poetisa portuguesa Florbela Espanca, após casamentos infelizes, rejeição da família, da sociedade e dois abortos, se suicidou aos 36 anos, ingerindo uma dose excessiva de medicamentos. Escreveu a obra “Às máscaras do Destino”, dedicada ao seu irmão que também cometeu suicídio.

O autor Cruz e Sousa, teve a vida atormentada pelos distúrbios mentais da esposa, e a morte dos seus quatro filhos vitimados pela tuberculose pulmonar. O escritor e religioso, Junqueira Freire, morreu prematuramente, aos 23 anos. Casimiro de Abreu morreu enfraquecido pela tuberculose em 1860, 3 meses antes de completar 22 anos. Edgar Allan Poe, autor do célebre poema “O corvo”, ficou órfão de pai e mãe aos 2 anos, foi adotado por um negociante que não tinha filhos e, juntos viveram na miséria por muito tempo.

Lovecraft, abalado com o falecimento do seu avô, tentou se matar aos 14 anos, atirando-se de bicicleta do rio Barrington. Alphonsus Guimarães perdeu sua noiva Constança, vitima de tuberculose aos 17 anos. Mesmo casando-se logo após a tragédia, toda a sua vida e obra foram marcadas por esta ausência. O poeta Álvares de Azevedo, o brasileiro mais famoso da segunda fase do Romantismo, teve a vida encerrada no dia 25 de abril de 1852, uma partida precoce de um talentoso escritor de 21 anos que, muito antes do óbito chegou a pressentir o seu fim, e grafou numa de suas poesias a comovente frase: “Se eu morresse amanhã.” Recitada pelo amigo Joaquim Manuel de Macedo enquanto o seu corpo era sepultado.

Sei que muitos outros poderiam estar aqui presentes neste quadro. Foram tantos os que tiveram a vida marcada pelo sofrimento que, se aqui eu fosse retratá-los, fugiria ferozmente de um limite estabelecido por minha insana mente.

O conceito do suicido também está presente, mas em muitos casos, como veem àqueles que já foram citados, esta ideia foi além dos versos e alcançou a vida dos autores. É marcante também a presença da tuberculose que, para o inglês Shelley: Essa era, sem dúvidas, “a doença da moda”. Fracassos financeiros, decepções afetivas e a perda de entes queridos formaram um quadro dramático comum aos poetas que, parece ter contribuído intensamente na inspiração e refletido nos temas soturnos desses estilos. Assim, às almas dos românticos e alguns simbolistas manifestavam o tédio, a melancolia e a desilusão em que viviam imersos.

A viajem do Aeronauta


I

Peguei carona numa nave cansada

Pois quis ver dos céus a Natureza,

No espaço construí a minha nova morada,

Para ficar sempre em sentinela

No intuito de descobrir

Os motivos belos do riso dela...

Vi seres de asas cortadas

Planarem o corpo dela,

Tive os espasmos de um ciúme maldito!

Em meus olhos labaredas de Prometeu

Incentivaram-me na transformação de réu...

Tive os olhos julgados,

Enquanto a consciência esperava

O processo,

Tive antes de tudo,

Meus sonhos aprisionados...

Ó sonhos dolorosos, ó ato miserável,

Cravaram em mim chagas inesperadas,

Privaram-me de um futuro belo.

II

Tal qual um inseto condenado

Reduzi meus passos

A alguns metros quadrados...

Nas paredes que choravam

Sempre a molharem meu dorso

Pendurei a foto mais bela

Que antes adornava o meu pescoço...

Com minhas mãos frágeis e enrugadas

Acariciei o rosto da dama

Àquela que não se intimidava

Com o Tempo...

Outros sonhos foram nascendo

Neste peito guardado por trapos,

Não mais somente a Natureza

Incentivava-me a viver,

Queria beijar os lábios da Liberdade

E saber qual gosto tinha

Os lábios deste outro ser...

III

Beijei por engano a Dor,

Foi um beijo ardido, seco e prolongado,

Beijei a musa do Pecado...

Enciumado, ele coordenou os céus

A um espetáculo de fúria e frio

Tudo por causa de um amor

Que eu já havia negado...

O tal sujeito enfraquecido

Por este beijo inesperado,

Excomungou-me da Ordem Divina

E fez daquele olhar que fascina

Mais uma prisioneira

Dos seus recônditos espaços...

Depois deste ato de discórdia,

Fui ao encontro de minha nave,

Passei por estrelas apagadas,

Cometas inativos,

A luz nativa do Sol estava cansada...

IV

Feras tiritavam os dentes

Nos anéis de Saturno

Compondo com o vibrado

Uma sinfonia para o Absurdo,

Que de longe ouvia, e via

Meus lábios sussurrando

Nos ouvidos da Agonia

O desinteresse por aquela sinfonia...

V

Meus dias... Pobres dias!...

Companheiros do meu desânimo

São confidentes do Desamor

Que num notório e horrendo gesto,

Mostrou-me o poder da sua cor...

Desvairados olhos de condor

Estes meus, que nunca me abandonam

E sempre me mostram, a Realidade

Nua, crua e gostosa!...

Eu vi a Loucura

Atravessar o meu caminho

Observando-me triste e sozinho,

rio irônica e continuou

A regar em seu jardim

As folhas secas, mortas

Da última flor do universo...

VI

Ao regresso... tudo caminha!

O porvir é tão somente a poeira

Extraída da Lua!...

Ela contentava-se ao ver

O espetáculo decompositório

Daquela que um dia,

Com todos os seus adornos

Mostrou poder, amor e energia...

Hoje o senhor Presente revela,

Que o seu aroma retratava

O cheiro inconfundível da Dor...

VII

Dividido estou, entre três musas

Que sustentam meus levianos prazeres.

Sinto-me como um copo de cicuta

Na amarga espera pela vitima.

Que fiz eu para merecer este dilema,

A Natureza, a Liberdade, a Dor...

Qual delas realmente vale a pena?

VIII

A minha viajem segue

Ao som ecoante dilacerado

Das batidas do meu coração.

Maldigo a esses meteoros

Que se choquem a esta nave

Pois se é pra viver na tormenta

Melhor seria dar a vida por encerrado

Do que viver ouvindo esta maldita canção!...

IX

Sou o Aeronauta que ronda

A esquina dos cosmos variados,

Sou o senhor avaliador de corações

Que neste espaço do Conrado,

Determina um leilão

Com estes órgãos alucinados.

Levanto os meus braços

Como a perfurar as incógnitas

Que revestem minha nave,

Minha mente,

Alcanço sujos meteoros

Recheados de sonhos ausentes

Pois a Morte em momentos passados

Deu àqueles sonhos por acabado.

X

Vejo, com os olhos desregrados,

O Caos despir o universo.

Encontrei na Rota Norte

Cadáveres com néons mutilados

Formando o mais novo cenário

Para o concerto forte

Do maestro sempre iluminado.


Carlos Conrado


O natural

O natural


O ator ensaia à frente do espelho. A performance em cartaz é sobre um homem lúcido e racional. O ator nada tem haver com a personagem. Esconde uns baseados em meio aos cadarços. Vai à rua, pois lá é o palco. Cabelos com gel, barba feita e terno emprestado. João Ninguém agora é Alguém! Ele é um advogado. Escolheu bem, foi para a área criminal, e em especial, aos casos relacionados a narcóticos. Foi defender homens sujos de dinheiros lavados. O ator se esforça, pois se houver glória em seu processo, ele torrará toda a grana paga pelo seu público em pó e baseados.

- Carlos Conrado

As meninas

16:33 by Carlos Conrado 0 comentários


As meninas

Sempre perguntei a Deus o porquê da minha existência!... O litro de conhaque já estava na metade, enquanto os meus lábios equilibravam o sexto cigarro da noite. Aos comandos do álcool, os meus olhos mostravam-se sempre em desespero. O balcão estava coberto de copos, taças e garrafas de vodka e uísque. Tudo isso a decorar a inspiração do meu riso, que muito embora lisonjeado, definia bem os contornos do êxtase que habitava o meu corpo naquele momento. Eu era um sujeito magro, baixo, não muito atraente, confesso! Introvertido em alguns casos, cauteloso nas minhas ações. Foi devido a problemas no meu casamento que comecei a freqüentar este ambiente que tão bem me recebera. A minha mulher havia distanciado de si mesma. Ser doce, carinhosa, atenciosa, companheira, para ela não mais fazia significado. A nossa união estava desgastada tal qual os passos de um burro velho...

Eu estava só naquela noite, havia convidado os meus colegas de trabalho para me fazerem companhia. Aquela era a minha primeira vez naquele ambiente, mas para eles... Já fazia parte da rotina freqüentar certos centros de diversão. O álcool estava a me vencer e cambaleando eu tentava me aproximar do tablado onde as belas moças semi-nuas faziam os seus espetáculos. Alias, que espetáculo era ver aquele batalhão de garotas em insinuações calientes para mim!... A voluptuosidade voava solta pelos ares, o estabelecimento tinha cheiro de rosas, de belas rosas novas. Eram moças, mocinhas, jovens de 15 a 17 anos que ali forneciam alegria para marmanjos como eu em troca de uma graninha capaz de mantê-las vivas. Elas eram um convite ao prazer. Era meu dever me contentar apenas em olhar. Eu não podia ir além, não era certo. Pois não me saia da cabeça a imagem da minha filha que se encontrava na mesma faixa etária.

Tudo dentro de mim foi ficando estranho. Definir o sentimento atuante em mim era obra do impossível... Os meus colegas não se contentavam com minhas reações de homem puritano. Afirmavam eles:

- O que queremos é foder com elas e não transformá-las em ícones atrás de falsas vitrines!

Eu não me contive em encher o peito e negar:

- Não devo, não posso, não é certo!

Eles se entreolharam e numa euforia sarcástica zombaram do meu semblante de suposto moralista.

- a noite é nossa Jorge, vamos aproveitá-la em sua totalidade, camarada! Alegria Hermano!

Assim diziam eles tentando me convencer a praticar um ato que vai de encontro aos meus princípios morais. Se fossem mulheres de seus 20 anos no mínimo, eu não diria nada, consumiria o meu desejo sem nenhuma preocupação. Mas eram menores, sendo assim, jamais poderia abraçar e beijar minha filha novamente sem desejá-la também.

- Se você sente prazer em olhar é porquê você deseja. Confessa que está louco para agarrar uma delas!

O Iran mais parecia um diabo habitando o meu ombro esquerdo, atiçando-me a cometer tal equivoco...

O mundo parecia cair em minha cabeça, eu já estava perdendo as forças na resistência... elas se esfregavam no mastro a me provocarem vorazmente. Eu estava louco, prestes a ferir o jeans da minha calça!... Uma das moças caminhou em minha direção e sussurrando no meu ouvido disse:

- Vem gostoso... Vem pra eu te fazer uma massagem!

Ao ouvir esta voz não pensei duas vezes em saciar aquele desejo que eu estava tentando controlar. Segui a garota e quando cheguei na porta, ela estava completamente nua, de quatro, rebolando um rabo cuja beleza nunca vi igual!... A imagem da minha filha fugiu por completo da minha mente. Eu era naquele momento um leão faminto devorando com prazer a sua presa. O ato passou!... A hora de ir para casa gritou ferozmente em meus ouvidos... e fui... carregando toda a sujeira no corpo e na mente, como uma tatuagem simbolizando o meu estado de pecador... Ao chegar em meu lar, quebrando o ritual das seis, girei a maçaneta ao mesmo tempo que lutava contra um dilema proposto pela consciência. Beijar a esposa e a filha, omitindo a verdade ou, simplesmente, contar de forma escancarada a podridão do meu ser?... Minhas mãos suaram enquanto a porta, aos poucos, foi sendo aberta revelando uma mulher de camisola meio transparente, bem servida de seios e de beleza estrutural, eu não me contive e me atirei em seus braços a derramar todo o pranto que pedia a liberdade. Minhas palavras, apesar de precisarem ser decodificadas, diziam:

- Eu te amo! Eu te amo minha filha.

- Carlos Conrado -

Verdades sobre a Maçonaria


Verdades sobre a Maçonaria

Não sabemos ao certo, quando e onde, deu-se o inicio da Maçonaria. Permeia-se em mistérios até hoje, sendo levantadas, por tanto, várias hipóteses. Há aqueles que creem e fundamentam à sua origem nos Templários. Mas alguns estudiosos descartam esta possibilidade. Outros afirmam que à Ordem, teve o seu surgimento com os egípcios, sendo que também existem àqueles que a consideram inventiva. De fato, a primeira Loja maçônica surgiu na Inglaterra,em 24 de junho de 1717, marcando assim, o nascimento da, Franco – Maçonaria moderna. O Termo, Franco-Maçom, vem do francês e significa “Pedreiro – Livre”.

A Maçonaria é uma Instituição filosófica, filantrópica, educativa e progressista. O objetivo desta Ordem Universal é a investigação da verdade, a prática das virtudes e o exame da Moral. Ela reconhece que a Moral é uma ciência com base no entendimento humano. Esta mesma ciência é a porta para o entendimento da verdade e da justiça. Sendo ela uma Irmandade, ela acolhe os irmãos por suas qualidades morais, pela tolerância, virtudes e Sabedoria.A Maçonaria não é uma religião. São admitidos homens de todos os credos religiosos e ideologias politicas. Ela é religiosa, pois reconhece a existência de um Criador Maior. Entre os irmãos, o Deus é tratado como o Grande Arquiteto do Universo. A Ordem aconselha os homens a edificarem o seu corpo, à sua alma e o seu espírito, para serem cada vez melhores como seres humanos. Homens ilustres como: Goethe, Byron,Voltaire, Beethoven, Mozart, Napoleão, Simon Bolivar, Júlio Verne, Henry Ford, Lenin e George Washington, .George Washington. es de boas indoles foram ativos na Grande Ordem.

Vale destacar que, no Brasil, também tivemos ilustres maçons, como: D. Pedro I, José Bonifácio, Duque de Caxias, Deodoro da Fonseca, Prudente de Morais, Floriano Peixoto, Nilo Peçanha, Rui Barbosa, Luiz Gonzaga e outros tantos. Os principais feitos da augusta Irmandade, em nosso país foram: A Independência, a abolição e a República. À Historiografia americana também esta marcada pela forte intervenção de obras dos maçons. Vários outros acontecimentos universais também tem participação ativa da Ordem. Acredita-se que o lema “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, tenha sido emprestado à Revolução Francesa. A Irmandade é uma instituição familiar. Às mulheres, filhas e também seus filhos, podem possuir suas representações dentro da Ordem. Quebrando assim o mito de que somente os homens podem ser participativos. É preciso salientar que existe sim uma separação de grupos, mas que o objetivo de ambos possui o mesmo proposito de melhoramento das virtudes. Os movimentos paralelos são nomeados como paramaçônicos. Ordem DeMolay e Paramaçonica Juvenil – APJ são entidades voltadas aos jovens do sexo masculino com idade de 12 a 21 anos; Rainbow Girls - A Ordem das Meninas do Arco-Íris e Ordem das Filhas de Jó - são direcionadas a meninas com idade de 12 a 21 anos; A Ordem Paramaçonica Estrela do Oriente e Fraternidade Feminina Cruzeiro do Sul são Ordens para Mulheres. Todas são patrocinadas por Lojas maçônicas de acordo com o Oriente em que se submetem. Para pertencer às Entidades citadas, não é necessário ser esposa, filho ou filha de maçons. O candidato deve ser convidado por um membro ativo, assim como na Maçonaria.

O fanatismo, orgulho, superstição, ignorância, vício e a discórdia não são bem vindos, dentro e fora do Templo maçônico. Ela é uma irmandade discreta e não secreta, como muitos acusam. A necessidade de guardar segredos, não foi uma iniciativa dos maçons. Data-se de tempos mais antigos. Os gregos, os egípcios e até mesmo no tempo de Cristo. Os Mistérios dos pilares que sustentam o mundo eram guardados paraserem preservados contra a ira dos ignorantes e suas más ações.A Maçonaria preocupa-se em compartilhar uma concepção de mundo, por isto, não há dogma e nem doutrina. Ela é para todos. Mesmo que o candidato possua afeição com o agnosticismo, o mesmo deve respeitar às diferenças dentro do Templo e, claro, estar conforme o perfil que lhe é solicitado. Maçons não adoram a nenhum demônio! A igreja católica e grupos conservadores tem travado uma perseguição contra a Irmandade, tentando um duelo, sendo que a Maçonaria apenas busca a paz. Evitando, por tanto, qualquer confronto. “Antes de 1915, havia padres maçons. Depois, nem mesmo fiéis podiam frequentar as Lojas sob risco de excomunhão”. “A Maçonaria não se revela efetivamente, senão a seus adeptos, ou seja, àqueles que a ela se doam por inteiro, sem reservas mentais, para tornarem se verdadeiros maçons, isto é, Obreiros Iluminados da Inteligência Construtora do Universo, que deve manifesta-se em sua mente como verdadeira luz que ilumina, desde um ponto de vista superior, todos os seus pensamentos, palavras e obras”.

O lema mais utilizado na Fraternidade é: Ciência, Justiça e Trabalho. A Ciência que tem como proposito esclarecer os espíritos a fim de elevá-los; A Justiça para enaltecer e equilibrar às relações humanas; Trabalho, por meio do qual os homens se dignificam e se tornam independentes economicamente. A Maçonaria entende por dever do homem, “O respeito a Deus, amor ao próximo e dedicação à família”.

Carlos Conrado

Poeta, Design e Jornalista, na Sala dos Passos Perdidos.

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